sobre marlene chaves

Sobre

Quem foi Marlene Dutra Chaves

Um Legado de Axé e Amor!

Na tradição da Nação Nagô, onde a ancestralidade é o alicerce da espiritualidade e do pertencimento, encontramos a história de uma mulher que deixou marcas profundas tanto no coração da sua família quanto na vida religiosa que cultivou com dedicação: Marlene Dutra Chaves. Mãe Marlene foi a primeira Yalorixá do Terreiro de Sapatá, fundado em 1984 na cidade de Viamão/RS. Um espaço sagrado que, ao longo de 41 anos de atividades, se tornou um ponto de referência na fé, na cultura e na preservação das tradições da Nação Nagô. Ali, ela promoveu a força dos Orixás, e a preservação da cultura religiosa.

Marlene e Mário

Esposa de Mario Cesar Chaves, Mãe Marlene teve quatro filhos: Marcelo Chaves, Luís Fernando Chaves, Fabiane Chaves e Joseane Maira Chaves. Nascida em 18 de março de 1975, em Porto Alegre/RS, Joseane, hoje conhecida como Ya Josi de Xangô, é herdeira consanguínea e espiritual da missão iniciada por sua mãe. Tornou-se a segunda Yalorixá do Terreiro, hoje denominado Terreiro de Xangô Agandjú, e é a atual dirigente do Ponto de Cultura Marlene Chaves. O desencarne de Mãe Marlene, ocorrido em 09 de junho de 2002, foi um marco de dor para todos, especialmente para sua filha Joseane. Foram tempos de provações que testaram a fé da família consanguínea e espiritual. Em 2008, aos 33 anos de idade, Joseane assumiu oficialmente a liderança do Axé, dando continuidade à missão que lhe cabia por destino, sangue e fé. A retomada do Axé também despertou um verdadeiro movimento de reconstrução, fortalecimento e honra ao nome de sua mãe. legado de Marlene Chaves permanece vivo e segue florescendo com respeito à ancestralidade e compromisso com o futuro.

O que é o Centro de Cultura Marlene Chaves

O coletivo fundado por Joseane Chaves e atualmente responsável pelas atividades no Centro Cultural Marlene Chaves é composto por uma equipe multidisciplinar, com diversas competências que se complementam entre si, visando o objetivo comum de proporcionar oportunidades à comunidade – sobretudo crianças e jovens. Todos os colaboradores envolvidos são voluntários e não recebem qualquer reumenração por seus trabalhos. Dentre os profissionais que integram o grupo, pode-se destacar: dirigentes espirituais, percussionistas, pedagoga, assistente social, psicóloga, fotógrafos e educadores sociais. As atividades foram iniciadas em maio de 2021, visando trazer alegria e apoio na superação de um luto vivido pela idealizadora do projeto (Joseane) e suas filhas. Desde então, o propósito coletivo passou a ser preservar a cultura africana, através da difusão de conhecimentos variados, por meio de oficinas de tambor, musicalidade, vestimentas, danças tradicionais e culinária. Essa abordagem não só enriquece a educação cultural, mas também fortalece a identidade e a conexão com as raízes africanas.

O que acontece no
Centro Cultural​

Inúmeras atividades são realizadas no Centro Cultural Marlene Chaves, abrangendo todas as faixas etárias, desde crianças bem pequenas até adultos e idosos de variadas idades. Além disso, os atendimentos acabam beneficiando não apenas a comunidade local, mas também pessoas de diferentes cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, que, por diferentes motivos e caminhos, procuram o espaço para participar de alguma das ações. Dentre as principais iniciativas oferecidas à população, destacam-se as oficinas periódicas, que acontecem quinzenalmente, sempre aos sábados, das 18h às 20h. Nessas ocasiões, objetiva-se preservar a cultura afrobrasileira através do tambor e outras práticas ancestrais, reconhecendo as mais diversas tradições, respeitando suas pluralidades de expressões e combatendo o racismo. Por outro lado, também são desenvolvidas parcerias com entidades, instituições, eventos e agentes culturais de outras cidades da região, por meio de atividades itinerantes, geralmente planejadas internamente a partir de convites recebidos ou por força de “trocas de visitas” com outros espaços culturais que vêm ao Marlene Chaves conhecer as ações. Esse intercâmbio contínuo leva as atividades do Marlene Chaves para fora de seus ambientes costumeiros, enriquecendo ainda mais as trocas culturais e as experiências vivenciadas pelos participantes dos projetos. São realizadas, ainda, ações solidárias e passeios culturais, bem como é incentivada a prática da caridade e o envolvimento comunitário, tanto entre os colaboradores do Centro Cultural quanto com relação aos alunos participantes das oficinas. Essas ações são consideradas ferramentas pedagógicas, pois percebe-se que o processo educativo também acontece quando, ao participar de iniciativas que beneficiam a comunidade, os jovens aprendem a importância de contribuir para o bem-estar coletivo, fortalecendo o senso de pertencimento e responsabilidade social. Essas atividades não apenas ampliam os horizontes de todos os envolvidos,  mas também despertam valores como empatia, solidariedade, cidadania e compromisso social.

Yalorixá e Dirigente Espiritual:

YÁ JOSI DE XANGÔ
Palestrante

Joseane Chaves, ativista social e cultural, natural de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, nascida em 18 de março de 1975, é a segunda Yalorixá do Terreiro, localizado na cidade de Viamão – RS, é uma herança da família consanguínea e religiosa, está completando 40 anos de história fundado em 1984.

Guiada por Sapatá (orixá), o patrono deste axé, Joseane assumiu a liderança aos 28 anos de idade, um ano após o desencarne de sua mãe carnal Marlene Chaves (Primeira Yalorixá do Terreiro). Considerando que o Brasil é um País que reúne o maior número de descentes africanos fora da África. Yá Josi de Xangô, tem como missão de vida, trazer um olhar profundo sobre a espiritualidade, através das palestras e expansão de consciência, honrando a ancestralidade, trazendo a educação para crianças e adultos e o verdadeiro sentido de transcender a nossa alma.